quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Campanha CEROL NÃO!!!
Definição
O cerol é uma mistura criminosa de cola de madeira com vidro moído usada em linhas de papagaio (pipas). Em meados de julho, agosto e setembro, onde os ventos são fortes e as crianças estão em período de férias escolares, e em dezembro, janeiro também época de férias escolares são comuns os acidentes com motociclistas que passam por áreas onde crianças e adolescentes empinam papagaios e enroscam o pescoço em suas linhas. São também vítimas do cerol: Aeronaves, pedestres, ciclistas, paraquedistas, skatistas e outros. A criminosa mistura de cola com vidro moído, conhecida como cerol, usada em linhas por empinadores de papagaio, é a responsável por vários acidentes ocorridos por todo Brasil. O que devia ser uma brincadeira, na verdade é algo muito perigoso. Tão perigoso, que é até crime, sabia?
Você, estudante, redator, jornalista, motociclista ou visitante que encontrou material para seu trabalho, texto, matéria, palestra, colabore com a gente, divulgue nele o nosso site. Nos ajude a ajudar!
Ajude a campanha: Envie para nós recortes de notícias de jornal , vídeos, envolvendo cerol:
Uma tradição em todo o País, a prática de soltar pipas esconde riscos para toda a população. É cada vez mais comum a utilização de objetos cortantes nas linhas, em disputas entre os "empinadores".
Portanto se você ver algum grupo de jovens fabricando cerol entre em contato com a Polícia Militar (Telefone 190) que tomará as devidas providências.
A moto é uma solução, não um problema
A moto é uma solução, não um problema.
SIM – A moto é uma ótima alternativa, além de ser viável e transmitir liberdade de ir-e-vir, sem depender de ninguém.
SIM – Diante dos problemas causados por outros meios de transporte e da falta de um transporte coletivo coerente, a moto oferece um transporte livre, individual e sustentável.
SIM – Os motociclistas favorecem a circulação, deixam mais espaços para os demais veículos e facilitam projetos favoráveis à criação de espaços de melhor convivência.
SIM – A motocicleta merece ser potencializada e aceita como uma ótima solução ao tráfego urbano e para o lazer. A nossa campanha enfocará a segurança e as melhorias para todos os motociclistas. Essas são algumas das medidas que nós pleitearemos junto aos órgãos responsáveis: estudo para a liberação da faixa de ônibus ao uso das motos e a
ampliação das faixas exclusivas; criação de mais estacionamentos específicos; não à proibição indiscriminada de estacionar em calçadas, pois existem espaços onde seria totalmente viável; incentivo ao uso e à diminuição dos custos dos equipamentos de segurança como: jaquetas, calças, botas e luvas apropriadas; diminuição dos impostos sobre a motocicleta devido à sua prestação social; preço do seguro mais justo; planos de financiamento mais amplos; equivalência da Carteira de Habilitação B-A1 como ocorre na Europa.
A motocicleta e o tráfego
A moto merece respeito e atenção de todos. Os carros são maioria no trânsito, mas, assim como caminhões, ônibus, vans etc., as motocicletas merecem uma atenção específica às suas características e necessidades junto ao trânsito, ao pavimento e à sinalização. Essa atenção prioriza a segurança e contempla o desenvolvimento de suas capacidades e vantagens ao máximo. Por isso, deve-se projetar ruas e estradas pensando nela, como guard-rails com proteção inferior, sinalização horizontal antideslizante, sinalização vertical apropriada e conservação do pavimento ou asfalto.
A moto como um elemento de lazer
A moto é positiva. Além de ser útil e um imprescindível meio de transporte, a motocicleta oferece importantes valores quanto à liberdade e à satisfação em seu uso. Transmite uma sensação de bem-estar aos seus usuários e acompanhantes. Por isso, o uso da moto deve ser uma atividade segura e prazerosa.
A moto na sociedade
O motociclista é um cidadão. Desconsiderando a marginalidade provocada por alguns, estamos orgulhosos por andar de moto e fazer parte da sociedade. Por isso, reinvidicamos seu uso, tanto prático como de lazer. Não devemos ficar na defensiva. Somos mais de 9 milhões em todo o Brasil, o suficiente para chamar a atenção dos políticos e da sociedade em geral. A forma de pleitear e defender nossos direitos será parte essencial da mensagem positiva da moto, o que descarta qualquer tipo de resposta agressiva aos demais cidadãos.
COMO VIAJAR EM GRUPO - São textos de autores diferentes.
1º TEXTO
Se existe uma vantagem da moto em relação aos carros é a possibilidade de viajar em grupo, mas antes de sair na estrada veja alguns cuidados essenciais. A primeira atitude é lembrar que em uma turma existem diferenças fundamentais entre as pessoas, mesmo que tenham interesses comuns. É preciso respeitar estas diferenças na hora de sair em grupo e lembrar da regra número 1: o da frente é responsável pelo de trás! Isso significa que o motociclista que vai à frente deve manter vigília daquele que está atrás. Se o colega desaparecer do retrovisor é hora de reduzir e esperar, assim toda a turma se mantém unida.
A ordem do posicionamento deve obedecer a um critério puramente técnico, mas, de preferência, o mais experiente deve "puxar" a turma. Note que é o mais experiente, não o mais veloz. Se o colega da frente começar a correr, os de trás podem passar do limite de pilotagem e sofrer um acidente. Por isso que o motociclista de trás é quem dita o ritmo. O posicionamento deve respeitar uma distância segura tanto da moto que vai à frente, quanto à que vai ao lado. O melhor é seguir uma orientação alternada.
Evite fila indiana, porque o motociclista da frente encobre a visão de quem vem atrás, e não anda lado a lado porque se precisar desviar de um obstáculo não haverá espaço para a manobra. Não existe uma matemática, nem regra métrica para definir este distanciamento, mas é só não ficar colado que tudo bem.
Combine alguns sinais com os colegas para determinar avisos como "reduzir a velocidade", "parar para abastecimento", "polícia ou radar à frente", "piso escorregadio", "animal na pista", etc. O simples levantar de braço já deve manter os outros motociclistas de sobreaviso.
Da mesma forma que devemos respeitar as diferenças de experiência entre cada integrante do grupo, também temos de levar em conta a resistência individual e combinar paradas para descanso em intervalos de, no mínimo, uma hora. Lembre-se que a turma da garupa também se cansa e, pela posição mais dobrada das pernas, pode sofrer câimbras com mais facilidade. A cada parada aproveite para fazer um pequeno alongamento de braços, pescoço e pernas, além de um providencial xixi. Não é saudável viajar com a bexiga cheia por causa da vibração excessiva das motos.
Os policiais adoram parar grupos de motociclistas para nos infernizar a vida. Por isso, não sacaneie seus colegas e confira se os documentos da moto estão em ordem antes de pegar a estrada. Da mesma forma, faça uma pequena vistoria para ver se a moto está em ordem. Imagina se justamente você estragar o fim de semana da galera.
2º TEXTO
• Para viajar em grupo a melhor opção de formação na estrada é a clássica (não fila indiana), ou seja, quando a moto da frente estiver do lado direito você automaticamente deverá ficar no lado oposto e vice-versa. Essa atitude deverá vir sempre do capitão da estrada e o seu primeiro seguidor (2ª da fila). Nunca mude dessa posição, evitando o zig-zag (trança) para os demais seguidores.
• Recomendado para viagens: Luvas inteiras (abolir as meio dedos), jaquetas e calças sempre em couro, mesmo com sol e calor. Evite andar com pulseiras, braceletes, e anéis cortantes ou perfurantes, pois em uma queda eles podem te ferir mais que o tombo.
• O grupo deverá antes de sair nomear o capitão de estrada, o ferrolho, ajudante do ferrolho e combinar o caminho que se fará, paradas para abastecimentos, etc.
• Na viagem em grupo, mantenha uma distância segura da moto da frente, nunca se distancie demais das motos da frente, lembre-se que o capitão de estrada tem que ter a visão de todos pelos retrovisores.
• Nas ultrapassagens, o capitão de estrada vai determinar qual a melhor hora ou se o movimento e a estrada forem críticas, assim todos seguirão da mesma forma, mas com segurança. Quando o capitão de estrada sair para ultrapassar, não significa que todos têm que fazê-la naquele momento, aguarde, ultrapasse com segurança e reúna-se ao grupo novamente.
• Usem sempre os retrovisores! Nunca deixe um carro colar na traseira da moto, mesmo que todos da sua frente estejam na mesma faixa de estrada, assim se você abrir para o carro passar todos irão fazer o mesmo com segurança. Não somos os donos das estradas, mas alguns motoristas pensam que são e podem acabar com a nossa viagem!
• Em viagem, se você não é o líder e nem os ferrolhos, você poderá e deve ultrapassar aquele que não está conseguindo acompanhar o ritmo imposto, deixe-o aos cuidados do ferrolho, ele saberá como conduzir a situação.
• Sinais: Use sempre sinais para indicar alguma coisa quando em movimento com sua moto, não adianta ficar ao lado de um companheiro gritando, pois ele não vai entender nada. O sinal que todos acostumaram a ver é a do braço erguido indicando que... O que? Nada, se não for organizado e combinado, então vejamos;
O braço erguido e com a seta ligada, indica que o grupo vai tomar outra direção, ou virar para o lado em que a seta está ligada.
Não fique constantemente com o braço erguido, esse sinal é apenas um alerta e você deverá abaixar seu braço assim que o seu seguidor te veja e estiver levantando o dele.
Braço erguido constantemente sem a seta estar ligada: Significa que na estrada tem algum problema, levante o seu braço também e fique atento, diminua a velocidade, prevendo uma possível parada no meio da estrada. Se parar no meio da estrada for necessário, nunca o faça de noite e saia sempre para o acostamento.
Problemas com combustível: Se o capitão de estrada estiver muito longe de você e ou sua máquina não for suficiente para alcançá-lo, vá até o penúltimo da fila (ajudante ferrolho) e faça o sinal característico com o seu indicador direcionado para o seu tanque de gasolina e em seguida um sinal de negativo com o polegar, o ferrolho ou ajudante vai ter que se comunicar da mesma forma com o capitão da estrada.
Você está passando mal: Da mesma forma acima, só que sinalize com o indicador para o seu peito e depois o sinal de negativo.
Problemas com sua moto: Da mesma forma acima, só que com a uma mão espalmada em cima do tanque em seguida o sinal de negativo com o polegar.
Parada para urinar: Indicador para a sua barriga e em seguida indicador e polegar aberto (na forma de um revolver) indicando para o chão. Esse sinal deverá ser passado para o ajudante de ferrolho e para o ferrolho, logo após pare com segurança. Os avisados tomarão as seguintes providências: O ferrolho vai avisar o capitão de estrada com o mesmo sinal que por conseqüente este diminuirá a velocidade do grupo, o ajudante passa a ser o ferrolho e quando a moto que parou retornar ao grupo, este vai até o capitão, faz o mesmo sinal e complementa com o sinal de positivo, na qual retornarão a velocidade que era conduzida o grupo.
Indicador para o chão; Significa algum objeto ou buraco na pista, se você não estiver vendo o que é, passe na mesma faixa que a moto da frente passou, repasse o sinal para que todos fiquem atentos.
• Capitão da estrada: Aquele com mais experiência de viagens no momento, conhecedor dos caminhos e estradas a seguir, trabalha constantemente com a visão dos retrovisores, sempre que possível estará contando se todos os integrantes estão na estrada. Deverá ser auxiliado pelo 2º homem, quando solicitado, para verificar se todos estão bem, na dúvida ele deverá parar e verificar pessoalmente. Deverá observar as melhores possibilidades de ultrapassagem e colocação do grupo nas estradas, a faixa de estrada que ele estiver todos deverão segui-lo. Ele, auxiliado pelo ferrolho, determinará com segurança para todos, a velocidade que o grupo vai viajar.
• Ajudante de ferrolho: Este trabalhará constantemente com o ferrolho, ou seja, revezando em posições quando necessário, avisando o capitão de estrada na ocorrência de algum problema e ficando na estrada para auxiliar aquele que parou sem qualquer aviso, enquanto o ferrolho toma as devidas providências.
• Ferrolho ou sargento: Esse cargo é muito complexo e complicado. Exige um motociclista experiente e que tenha uma moto potente para arrancadas bruscas e ágil bastante para andar em meio ao trânsito quando for preciso buscar o capitão de estrada. O ferrolho tem que ter percepção dos momentos críticos, saber o momento certo para abrir (à esquerda) e dar passagem para um veículo em maior velocidade, se possível sinalizar para esse veículo passar com calma, o momento para se bloquear uma estrada para a ultrapassagem segura dos demais da frente, buscar e segurar algum motorista que se colocou no meio do grupo, ou seja , para cada viagem irá encontrar uma dificuldade e terá que ter solução para a melhor proteger o grupo.
3º TEXTO
Organização é importante - Atualmente, viajar em grupo está se tornando mania graças aos inúmeros encontros de motociclistas que acontecem em todas as regiões do Brasil.
Organizar a forma de várias motos seguirem juntas, mas com segurança, é fundamental. Veja algumas dicas para todo mundo curtir melhor a viagem.
Procure manter-se a uma distância segura das outras motos (três metros no mínimo) e sempre dentro do campo de visão do motociclista que vai à frente, evitando ficar exatamente atrás de sua moto.
Em rodovias com três ou mais faixas de tráfego, o grupo de motos deve ocupar a faixa da direita, de maneira a ficar no campo de visão uns dos outros: uma à direita, outra à esquerda, e assim sucessivamente.
Em rodovias de mão dupla ou de duas faixas de rodagem, o grupo de motos deve posicionar-se em fila indiana alternada.
Num grupo muito numeroso, é conveniente separar as motos em subgrupos de cinco motos no máximo. Cada subgrupo poderá ficar distanciado dos demais em até 500 metros.
Nas ultrapassagens, o grupo deve manter seu posicionamento, aguardando que, uma a uma, cada moto realize a manobra com segurança.
Quando dois ou mais motociclistas viajam juntos é interessante usar gestos e sinais padronizados para se comunicarem de maneira rápida e precisa, Cabe ao piloto da primeira moto alertar sobre os obstáculos e indicar o caminho a ser seguido pelos demais. É dele a tarefa mais "complicada", que exige responsabilidade e atenção redobrada.
Com o tempo, os integrantes de um grupo de motos vão se conhecendo melhor e até mesmo um balançar de cabeça poderá ser interpretado como mensagem pelo colega ao lado.
Dez mandamentos para uma boa viagem
1) Faça uma boa revisão mecânica e elétrica na sua moto antes de viajar.
2) Tenha sempre consciência dos seus limites e dos limites da moto.
3) Procure descansar antes de uma viagem.
4) Não exagere na bagagem e arrume-a de forma organizada na moto.
5) Não consuma bebidas alcoólicas antes de sair para viajar e nem durante a viagem.
6) Não prossiga se estiver se sentindo cansado.
7) Faça paradas para descanso, respeitando a sua resistência física.
8) Não se alimente com comida "pesada" durante a viagem.
9) Só viaje a noite se as condições da moto e da estrada permitirem.
10) Evite mostrar que você é "o melhor, o mais rápido, o mais tudo"; durante uma viagem em grupo, seja o mais inteligente.
Para quem ama o asfalto, o sol, a chuva e a noite, e ama tudo isso mais ainda quando está em cima de uma moto, viagens em grupo são uma verdadeira lição de amizade e companheirismo, mas para os viajantes mais novos, que começaram a rodar a pouco tempo, algumas dicas são muito importantes, já que para se rodar num “trem” como são chamados os grupos de motociclistas no asfalto, são necessários alguns cuidados básicos:
Antes de mais nada, identifique os dois motociclistas mais experientes do seu grupo, e respectivamente, um irá a frente do grupo, e o outro fechará o grupo, e é chamado de “drag biker” ou “anjo”, a segurança do grupo inteiro pode depender deles.
O grupo deve ocupar uma pista inteira na rodovia, e o posicionamento das motos deve ser lado a lado, com uma boa distância entre uma e outra moto, esse distanciamento deve ir aumentando de acordo com a velocidade do grupo.
Para se fazer ultrapassagens, o líder deve esperar condições boas o suficiente para que todos consigam ultrapassar juntos, caso não hajam essas condições, o líder deve esperar todo o grupo para continuar.
Lembre-se de respeitar sempre o limite do piloto menos experiente e também da menos moto do seu grupo, afinal, mais do que tudo, ser motociclista é ser companheiro!
O CIDADÃO MOTOCICLISTA E O COLETE ESCUDADO
Tenho muito carinho e respeito por muitos amigos que fiz no mundo dos MotoClubes.
Conheci essas pessoas atraves de eventos de MC, rodando com eles ... pessoas realmente magníficas que com certeza estarão sempre morando no meu nicho de amizade, respeito e dignidade.
São pessoas que me recebem com carinho e calor, que me abraçam cada vez que me vêem e me causam a mesma emoção toda vez que as encontro, sejam nos eventos, ou até mesmo fora desse universo motociclistico
São essas pessoas maravilhosas as quais tenho muita consideração... Aquelas que eventualmente me conheceram vestindo um colete e ostentando um brasão, mas, independentemente de me verem "fardado" de colete e escudo, mantém o mesmo nível de amizade e atenção comigo e vice versa. Podemos nos encontrar no horário de trabalho, ou podemos nos contactar para assuntos de amizade fora de nossas fileiras, fora de nossos pelotões, fora de nossos eventos de motoclubes, sentiremos nele a mesma atenção, a mesma amizade, a mesma cumplicidade de quando estamos fardados com roupas e paramentos de motoclubes.
Estes, são meus irmãos de estrada e que eu os considero profundamente, além de coletes e escudos, até mesmo além de suas motocicletas.
Mesmo porque, não é a motocicleta, não é o colete e tão pouco o escudo que dá dignidade ao cidadão que o ostenta, assim como a ampla maioria de nós que vivemos por acreditar quando abraçamos motociclistas em eventos... pessoas que nem conhecemos sua origem e principalmente sua intenção, mas pelo simples fato de estarem com um colete cheio de pats e botons de MCs trocamos abraços e beijos as vezes não tão sinceros, porem o fazemos mais por osmose e força do "vício" da postura.
O que nos dá a dignidade é nosso comportamento no dia a dia, é a nossa maneira de pensar e nossas atitudes humanas... Assim como conheci pessoas maravilhosas que andam de motocicleta independente de estarem ou não num MC e que em momentos que mais necessitei de ajuda, foram estes que me socorreram desinteressadamente, independente de eu ostentar um pat no colete dizendo que eles são "MOTOQUEIRO É A PUTA QUE PARIU".
É como dizer que o hábito não faz o monge, pois há muito mais monges vocacionados fora do mosteiro do que dentro dele.
Há pessoas muito boas e outras pouco interessantes em TODOS OS MOTOCLUBES.
Temos que separar essa fantasia de motociclista do cidadão dígno que há em cada um de nós.
Temos que abraçar nosso amigo como irmão, e não apenas o seu colete.
e é isso que está me pegando como cidadão, como motociclista, como coletado, como escudado e como presidente de MotoClube.
Eu considero de verdade, as pessoas de verdade, os amigos de verdade, e não apenas seu colete ou seu escudo, embora eu tenha respeito pelas tradições criadas pelos mais sérios brasões que já conheci.
E com certeza este aqui é um dos quais eu respeito.
- Por uma atitude de preservação da autenticidade
- Contra a hipocrisia que engana desavisados
- Contra as fantasias que não representam seus atores
- Contra a comercialização de nossa imagem
- Contra o abuso com nossas bandeiras em prol do lucro financeiro e politico de alguns poucos
- Por um motociclismo verdadeiro e ético
SEGURANÇA
Ir para a estrada é um prazer inigualável. Parece que as motos foram feitas apenas para isso. Novamente existem regras básicas que ajudam você a ir e voltar em segurança.
* Mesmo não conhecendo nada de mecânica, convém levar as ferramentas básicas da sua moto sempre, além de velas, câmaras de ar e cabo de acelerador. Mesmo não sabendo trocar, é sempre mais fácil encontrar alguém que saiba, tendo o material em mãos.
* Faça o seu roteiro, observando as paradas, as cidades, os abastecimentos... Viajar no estilo "easy rider" é do tempo em que a gasolina era barata. O ideal é marcar as paradas para pernoite no mapa, segundo a sua capacidade e a da moto.
* Evite pilotar mais de 150 Km direto. Cansa muito e logo você estará o "bagaço". O
bom é fazer paradas de 100 em 100 para descansar uns dez minutos (caminhar, esticar as pernas, ir ao banheiro, etc). De 200 em 200, um abastecimento (dependendo da autonomia da sua moto). Em cada parada de abastecimento você descansa um pouco mais. 20 a 30 minutos.
* Evite almoçar pesado. Geralmente os almoços tiram muito tempo da sua viagem, além de que quando você esta de barriga cheia, fica com sono e perde os reflexos. O ideal é fazer um lanche leve no horário do almoço, com frutas de rápida assimilação pelo organismo, líquidos e energéticos (chocolates, barras de cereal). Deixe para comer de verdade quando você parar para o pernoite.
* Apesar do calor, não abra mão do casaco de couro, calças jeans ou couro e botas, etc. As luvas são importantes para proteção e evitam que depois de um dia inteiro de viagem no sol, você descubra que ganhou um par de mãos vermelhas na extremidade de braços brancos.
* O casaco de couro não protege muito do frio. Em caso de frio intenso, usar uma roupa quente por baixo. Numa emergência, jornal por dentro da jaqueta, luvas e botas faz milagres.
* À noite procure usar algo colorido por cima do casaco, adesivos reflexivos no capacete também ajudam. Lembre-se que você tem que ser visto de longe.
* Não beba nada alcoólico. Alguns dizem que pilotam melhor sob o efeito do álcool. É o que eles pensam, o que o álcool faz é deixá-los sem medo, prontos para cometerem alguma besteira por excesso de ousadia, ou por falta de coordenação. O álcool diminui a performance de um piloto.
* Evite pilotar após as 18:00 horas. Além de você perder a visão das paisagens da estrada, é o horário que lhe cansa mais rápido. Neste horário é bom parar para jantar, dormir, tomar uma cerveja e descansar... (não vai mais pilotar, pode beber moderadamente)
* Rode dentro da velocidade estipulada pelas leis de trânsito. Piadinha! Aliás as leis
de trânsito, em se tratando de motocicleta, são uma grande piada de mau gosto. Pilote numa velocidade que você se sinta seguro, sempre deixando margem de potência para uma acelerada emergencial. É claro que você vai respeitar os limites de zonas urbanas, é uma questão de bom senso.
* Reduza a velocidade próximo a postos de combustível. Além da possibilidade de ter um carro com motorista distraído saindo do posto, sempre pode ter pela pista um pouco de óleo diesel espalhado (oriundo dos drenos dos caminhões).
* Em regiões serranas, é comum terminar uma curva e encontrar uma árvore caída na pista, ou uma queda de barranco. Todo cuidado é pouco. Mais um bom motivo para você não pilotar à noite.
Pilotagem em condições adversas:
Conhecer as técnicas de pilotagem segura e empregá-las no momento certo pode fazer a diferença na hora de enfrentar uma forte chuva ou mesmo durante a noite. É imprescindível que o motociclista saiba como reagir diante de situações de trânsito que não dependem dele, como por exemplo, condições desfavoráveis da pista ou do clima. Para isso, conhecer as técnicas, ter precisão nos movimentos, cautela e concentração são fatores importantes para que ele pilote com segurança durante a noite ou em terrenos irregulares.
Ao pilotar sob chuva, por exemplo, o motociclista deve ter consciência que o atrito do pneu com o solo diminui pela metade. Isso significa que o espaço necessário para parar duplica, sendo aconselhável reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança em relação a outros veículos. Ainda de acordo com os instrutores do CETH, é essencial redobrar os cuidados no início da chuva, momento em que a pista fica mais lisa em razão da poeira e do óleo que formam uma película escorregadia. Uma outra dica é aguardar, se possível, o tempo necessário para que a chuva “lave” a pista, melhorando assim as condições de atrito entre o pneu e o solo.
Pilotagem noturna: Pilotar à noite exige atenção redobrada, não só pela visão reduzida (cerca de 1/6 em comparação com a visualização durante o dia), mas também pela alteração na noção de profundidade e pelo ofuscamento causado pelos faróis de outros veículos. Para passar por mais essa situação de forma segura, as primeiras providências a serem tomadas são reduzir a velocidade e ser o primeiro a utilizar a luz baixa, pois, em geral, o veículo no sentido contrário fará o mesmo. Outra dica é semicerrar os olhos para adaptar a visão mais rapidamente à falta de luz que segue o ofuscamento ou não olhar diretamente para os faróis dos veículos que vêm na pista oposta.
Terrenos com ondulações e buracos: Para enfrentar ondulações ou superfícies irregulares e evitar um possível choque, o motociclista deve levantar-se sobre as pedaleiras, já que os pés e as mãos do piloto são as únicas áreas de seu corpo em contato com a moto, segurar firme no guidão, ficar com os joelhos relaxados junto ao tanque e manter pulsos e braços prontos para receber o choque. Em caso de terrenos com buracos, por exemplo, o motociclista também deve contar com a grande maneabilidade da motocicleta, característica importante e que favorece a mudança rápida da trajetória, auxiliando na segurança do piloto.
Derrapagens: Ao passar por esse tipo de situação, o motociclista deve reagir com rapidez e de forma adequada, mantendo as rodas girando e a aceleração constante. Como último recurso, caso a velocidade esteja baixa ao derrapar, o motociclista pode utilizar o pé como apoio para endireitar a moto. Entretanto, segundo os instrutores do CETH, a melhor maneira de controlar uma derrapagem é evitá-la, reduzindo a velocidade ao passar por um local desconhecido.
► Pilotagem de motocicletas no trânsito urbano:
Para garantir a tranqüilidade e a segurança, assim como o motorista, o motociclista também deve ter sempre a atenção voltada à condução. É imprescindível que o motociclista saiba como reagir diante das mais diversas e inesperadas situações no trânsito urbano. Conhecer as técnicas, ter precisão nos movimentos, cautela e concentração são fatores importantes para a pilotagem com segurança.
Além de usar o vestuário correto e com cores claras, com a finalidade de manter-se sempre visível, o motociclista deve evitar permanecer nos chamados pontos cegos (ou ângulo morto), que são os locais onde o motorista não consegue enxergar a motocicleta, mesmo com a ajuda do espelho retrovisor.
Sempre sinalize a manobra que vai ser realizada, pois isso permite que os motoristas e outros motociclistas antecipem uma reação para evitar acidentes. As manobras devem ser feitas da forma mais segura possível. Verifique com atenção o pavimento à sua frente, assim é possível observar o caminho e ter mais tempo hábil para tomar decisões.
A capacidade de decisão também é fundamental para uma condução segura, já que no trânsito enfrenta-se situações diferentes a cada instante e é preciso estar preparado para elas. Numa ultrapassagem por exemplo, ao decidir fazer a manobra, ela deve ser executada com firmeza e rapidez, nos limites de velocidade. Já em cruzamentos, deve-se diminuir a velocidade e redobrar a atenção, mesmo se estiver na preferencial, para que tenha tempo hábil para a tomada de decisões seguras.
Nunca exceda as suas habilidades ou a capacidade de sua motocicleta, pois isso pode aumentar as chances de imprevistos. É importante manter uma velocidade condizente com o percurso e o pavimento e usar a técnica de condução adequada com o local, o momento e as condições do trânsito.
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