quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Derrapagem em curvas



Diz-se sempre que há, provavelmente, mais quedas de pilotos que perdem a dianteira numa curva do que os que, exageram na tração e, saem de traseira.

A razão é que uma moto é feita para funcionar melhor sob tração. O projeto inerente de seus chassis e suspensão, dizem que tudo fica mais estável quando a potência é aplicada.

Qualquer um que por engano deixou o câmbio em ‘neutro’ no meio de uma curva lhe dirá como é difícil controlar a moto quando ela não está sob propulsão.

É por isso que é comum reduzir o tempo sem tração, como aquele tempo existente entre frear e voltar a acelerar.

A moto não está tão estável quando você freia forte, é por isso que exige muito da sua concentração quando você entra numa curva. Especialmente em trechos mais sinuosos, alguns pilotos frequentemente não abrem o acelerador até que alcancem a tangente, porque estão concentrados na estabilidade da moto até então.

Na medida em que se aproxima de uma curva e você já executou a maior parte da frenagem (geralmente estando o mais na vertical possível), você começa a soltar o freio e se preparar para a entrada da curva.

Como você deve equalizar a tração do pneu dianteiro entre as forças para a frenagem e as forças para fazer a curva (obviamente você não pode usar 100% do poder dos freios dianteiros quando estiver inclinado), você começa a soltar o freio gradualmente na medida que você aumenta seu ângulo de inclinação. É neste ponto, que você solta completamente os freios e deve abrir o acelerador o mais breve possível.

Você não necessita abrir o acelerador inteiro, abra apenas o bastante para tirar o motor da marcha lenta e retransmitir a potência à roda traseira. É necessário que seja feito com cuidado porque você estará em um ângulo muito deitado, e abrir demais o acelerador (ou se sua moto tiver uma resposta abrupta ao acelerador) pode conduzir a moto para uma área crítica da curva.

Uma vez que você tem alguma potência aplicada ao pneu traseiro, você notará como será muito maior o controle que terá sobre a motocicleta. Porque desta forma terá o peso da moto transferido para a parte traseira, a direção de repente se torna mais leve, e você pode escolher uma linha de entrada na curva (e ficar nela) com muito menos esforço.

A suspensão e a ciclística também ficaram muito mais estáveis, pois as bengalas e o pneu dianteiro não estão sendo exigidos para suportar o peso inteiro da combinação piloto/moto.

Mas, qual o maior benefício de se começar a acelerar o mais cedo possível?

Você pode começar a sair da curva o mais cedo, que obviamente adiciona velocidade para a entrada da reta seguinte.

A velocidade adicional na curva é mais "momento" (física: produto da massa de um corpo pela velocidade de seu deslocamento) que você pode usar na curva posterior. Há um ditado entre os pilotos que diz: “use os freios o menos possível”.

Use os freios forte e rapidamente, então solte-os o mais rápido possível de modo que você possa começar a acelerar, este será o melhor ponto para o tempo de retorno.

É importante notar que sempre que não estiver acelerando, o peso da sua moto estará voltado para a dianteira. Além disso, se estiver deitado em um ângulo muito extremo (com área de contato com o solo pequena e inclinada), sobrecarregará o pneu dianteiro e certamente haverá conseqüências.

Todos os pilotos lhe dirão que é muito mais fácil controlar uma saída de traseira do que uma saída de dianteira. Mesmo abrindo um pouco o acelerador é o suficiente tirar esse peso do pneu dianteiro, dando-lhe uma margem maior de tração e de segurança quando você mais necessitar.

Um bom exemplo seria se você estivesse se recuperando de uma curva mal feita e aberta. Se você usar cada ângulo de inclinação para manter a moto no asfalto, suas possibilidades de não perder a dianteira são melhores se você abrir o acelerador tirando algum peso do pneu dianteiro sobrecarregado.

O ditado “Na dúvida, acelere!” pode parecer uma atitude sem sentido, mas realmente tem algum mérito - de maneira controlada, é claro.